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A bancocracia investe na guerra monetária global

por franciscofonseca, em 08.04.12

Nesta época pascal os portugueses não têm razões para estar espaçosos, que a sua situação económica e social vá melhorar nos próximos tempos. O primeiro-ministro admitiu que Portugal não irá regressar aos mercados em 2013, como está previsto, sendo necessário mais um programa de ajustamento e a ajuda do FMI e da EU. O ministro das finanças disse que se tratou de um lapso, o corte dos subsídios de férias e de natal só até 2013, passando agora para 2015. Mais uma agência de notação financeira norte-americana, Egan-Jones disse que a crise da dívida na Europa caminha para o ponto mais crítico e refere que Portugal irá cair de certeza.

Os políticos deveriam falar verdade, dizer tudo que sabem aos portugueses, o drama ainda não atingiu o seu ponto mais crítico e tenho dúvidas que os portugueses aguentem mais um murro no estomago. A tranquilidade dos mercados é uma situação enganosa, os problemas de fundo continuam e o colapso do sistema acabará por acontecer. Como pode um país ter esperança com uma economia que contrai 3,3% e o desemprego está a nível recorde.

A estratégia da Europa está completamente errada ao colocarem cada vez mais moeda em circulação. Isso só faz com que as moedas dos países ricos apodreçam. Qualquer vendedor de banana, na feira, sabe da jogada. Quanto mais banana e menos consumidores do produto, altamente perecível, mais aumenta o risco de apodrecimento. O mesmo está a acontecer com o dólar e o euro.

Os Estados Unidos e a Europa colocaram mais moeda em circulação, na tentativa de reanimar as suas economias, tendo o valor relativo do dólar e do euro recuperado, mas trata-se de algo episódico. Como os países não têm mais capacidade de endividamento, para enxugar o capital especulativo, a fim de evitar uma enchente inflacionária, o risco de bancarrota global aumenta exponencialmente.

A bancocracia está a levar a cabo uma guerra monetária global e igualmente uma guerra ideológica global, com uma tentativa dos neoliberais, instalados nos bancos, de criarem políticas imperialistas, que visam agora dominar o resto do mundo com moedas podres. Os países emergentes são o único obstáculo.

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publicado às 20:03


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