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Desportos invulgares anti-stress e anti-políticos

por franciscofonseca, em 17.10.11

Hoje, o ministro das finanças português apresentou as linhas mestras, do orçamento de Estado para 2012. Mas não vou falar disso, pois seria uma grande maçada, para todos os leitores deste blog. Falar constantemente da crise em que estamos mergulhados, pode não ser profícuo. Vou antes, dar a conhecer alguns desportos para quem está cansado de correr, aborrecido de ir ai ginásio e fundamentalmente farto de ouvir políticos.

O primeiro é as chapas na lama, que consiste em saltar para uma piscina de lama suficientemente castanha e mal cheirosa, diante de uma multidão ao rubro. Vence aquele que fizer a maior chapa. Um bom desporto para baixar o stress em geral e aflorar as ideias aos políticos.

Outro é o boxe xadrez, para todos os que gostam de jogar xadrez e boxe. Este desporto híbrido envolve 11 assaltos alternados de xadrez e boxe. Ganha quem derrubar o adversário ou fazer um xeque-mate. Um bom desporto para cuidar do intelecto e do físico ao mesmo tempo. Ideal para quem tem elevados níveis de stress e para aqueles políticos que têm dificuldades de concentração. 

Comer urtigas, que mais parece uma dieta, mas é um desporto onde os participantes levam a competição muito a sério. Os concorrentes têm uma hora para mastigar o maior número possível de urtigas, vence aquele que comer mais. Excelente desporto para purgar a mente de asneiras, principalmente dos homens da política.

Por último, o polvóquei que é uma forma de hóquei subaquático, no qual duas equipas competem para manobrarem um disco no fundo de uma piscina, para dentro de duas balizas. Também se pode pôr os óculos e o respirador de mergulho e experimentar o râguebi ou o brutebol subaquático. Um extraordinário desporto para aqueles que falam muito alto e ideal para os políticos treinarem os seus discursos.

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publicado às 21:09

A personagem chamada mercado financeiro

por franciscofonseca, em 01.11.10

 

Hoje foi um dia em que os mercados financeiros confirmaram a minha tese. No sábado o governo e o principal partido da oposição firmaram um acordo, para aprovação do orçamento de 2011 na Assembleia da República. Todos os interlocutores, governantes, principais figuras da oposição e comentadores televisivos da especialidade, foram unânimes em dizer que agora havia condições para os mercados financeiros acalmarem e Portugal passar a ter credibilidade perante o exterior.

 

Passou um dia e a taxa de juro da dívida pública ultrapassou a barreira dos seis pontos percentuais. Então devo dizer que a especulação financeira continua, ela não quer saber dos acordos que os governos estabelecem, nem do que a oposição declara, ainda muito menos dos comentários dos reputadíssimos economistas, mas simplesmente quer aproveitar-se das debilidades estruturais e económicas do nosso país.

 

O mercado financeiro, essa coisa que toda a gente fala, mas ninguém sabe quem é; essa coisa que todos precisam respeitar, mas não sabem como fazê-lo; essa coisa de que todos dependem, mas ninguém sabe como. É esse ilustre desconhecido que vai dominando as agendas governamentais, principalmente dos países da união europeia.

 

Francisco Fonseca

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publicado às 22:13

A CRISE DA MIOPIA

por franciscofonseca, em 27.10.10

 

 

Todos sentimos raiva, ansiedade e incerteza quanto ao nosso futuro. Este é o sinal inequívoco de que estamos a aceitar esta situação de crise.

 

Por outro lado, já todos interiorizamos que é melhor um mau orçamento, do que não virmos a ter nenhum. Os mercados financeiros assim o exigem e porque não queremos a intervenção de terceiros no nosso país.

 

A meu ver, ninguém com responsabilidades tem a noção, da realidade, da forma como este choque vai provocar danos na sociedade portuguesa.

 

Portugal é uma sociedade que mistura uma completa apatia com um desespero terrível e este cocktail, espero que venha a ter efeitos imprevisíveis em todos os cidadãos.

 

Estamos a viver uma miopia colectiva do desastre, onde todas as pessoas assumem que provavelmente nada disto está a acontecer e não vale a pena a ter preocupação, nem imagina a possibilidade que este desastre possa acontecer.

 

Francisco Fonseca

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publicado às 23:34


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