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A explosiva casa dos 7 mil milhões de habitantes

por franciscofonseca, em 30.10.11

O nosso planeta, segundo as últimas estimativas das Nações Unidas, já ultrapassou a fasquia dos 7 mil milhões de pessoas. Apenas em 12 anos a população aumentou mil milhões. É inegável que temos assistido a enormes progressos civilizacionais, mas por outro lado, continuam a existir gigantescas desigualdades. Será necessário encontrar mecanismos de estabilização da população, caso contrário, a humanidade caminhará para uma situação explosiva. A espécie humana poderá estar neste momento fora de controlo.

Os enigmas, de onde vimos e para onde vamos, continuam a atormentar a humanidade. O planeta está a aproximar-se perigosamente de uma tempestade perfeita, que inclui o crescimento populacional, as alterações climáticas e o crescimento da produção petrolífera. Por outro lado, este crescimento coloca pressões enormes no fornecimento de alimentos, roupa, habitação, energia a 7 mil milhões de pessoas.

Mas prever o futuro é extremamente complicado, pois envolve um conjunto de incertezas como o aparecimento de doenças infecciosas, grandes guerras, progressos científicos, alterações geopolíticas e climáticas.

Hoje, num mundo com 7 milhões de habitantes, a grande tendência na sociedade é infelizmente, para que cada um continue a olhar para o seu umbigo e esquecer-se que vivemos todos numa única enorme casa, que está prestes a ficar sobrelotada. Vivemos tempos onde se exacerbam e reforçam as desigualdades, sendo urgente, mais do que nunca, um desenvolvimento sustentado que promova a igualdade, pois disso depende o sucesso ou o fracasso da espécie humana.

A presente estagnação económica mundial faz com que maior número de pessoas enfrente deficientes condições de nutrição, habitação, acesso à saúde, à educação, à água potável e à energia. A desigualdade crescente a que assistimos agrava as condições, potenciando um aumento de conflitos e ameaças crescentes à segurança global.

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publicado às 11:29

O nosso planeta vive numa era de risco existencial

por franciscofonseca, em 08.04.11

Os relógios em todo o mundo contabilizam o tempo da mesma forma. Acontece, que vivemos numa era, onde o tempo está em aceleração exponencial. Os pressupostos e fundamentos sociais, económicos e políticos da humanidade mudam dramaticamente, normalmente de 50 em 50 anos. A incerteza radical vivenciada actualmente, nada tem a ver com a vivida nos anos 80 do século XX, pois as razões, as dimensões, a complexidade e a simetria do risco são completamente diferentes.

Hoje, o planeta é palco de revoluções sociais inesperadas, repressões contra-revolucionárias, desastres naturais assustadores, fugas nucleares, caos financeiro, escassez de bens essenciais, ataques terroristas em larga escala, disrupções organizadas pelos media sociais, derrames de petróleo, países que emergem, países que caem, tudo num curto espaço de tempo, que conduz à incerteza radical.

Todas as crises latentes são resultado, da impreparação dos líderes mundiais para lidarem, com este novo e complexo estado e incerteza. É urgente que os líderes reformulem as suas percepções relativamente aos problemas e oportunidades, que redefinam as suas organizações estatais e privadas e, acima de tudo, que repensem a forma como pensam. As velhas estruturas de pensamento, baseadas em processos e modelos racionais terão de ser rapidamente substituídas, por uma nova inteligência criativa, baseada na inovação, gestão e configuração de novas respostas viradas para o futuro.

Os acontecimentos, as ameaças e as oportunidades estão a chegar-nos com maior velocidade, interdependência e com menor previsibilidade. Os instrumentos que serviam aos estados, aos gestores para fazer previsões quanto ao futuro, estão obsoletos, deixaram de funcionar. É devido a este factor, que as previsões económicas, sociais e políticas são normalmente erróneas, pois os analistas utilizam estilos de pensamento e utensílios totalmente desajustados da realidade.

O futuro do mundo dependerá da gestão dos riscos complexos e das oportunidades, que estamos a enfrentar de forma crescente. Esta gestão terá de ser baseada na agilidade mental e na flexibilidade organizacional. As organizações governamentais e empresariais terão de possuir os seus centros estratégicos, onde o estilo de pensamento terá de ser vocacionado, para a previsão de cenários com designs multivariados e interdependentes. Esta poderá ser a chave, a ser utilizada pelos líderes, que tem de aprender a lidar, com um mundo cada vez mais caracterizado pela incerteza radical.

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publicado às 12:12


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