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EUA assustados com a Rússia

por franciscofonseca, em 23.02.16

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Os EUA estão traumatizados como no tempo do lançamento pela União Soviética, do primeiro satélite artificial da Terra, em 1957. Mas, se naquele momento o que surpreendeu o Mundo ocidental foi o nível tecnológico do país rival, dessa vez a surpresa consiste na máquina de guerra, que a Rússia conseguiu lançar na Síria, mesmo em tempos de queda dos preços de petróleo.

Europeus e os norte-americanos imaginavam as tropas russas com milhares de soldados, com uniformes gastos e milhões de toneladas de ferro velho, mas a realidade patenteada na Síria tem a ver com o uso de tecnologia militar de ponta, armamento sofisticado e moderno e um exército manifestamente bem uniformizado e equipado.

Para quem está mais atento as dinâmicas geopolíticas regionais de segurança, não é novidade a enorme ambição da Rússia. Putin já não está interessado em dominar as antigas repúblicas da União Soviética, como a Ucrânia, mas sim em adotar uma postura militar mais dominante a nível global.

Putin e o seu poder militar têm numa nova estratégia de confronto geopolítico. É completamente errado pensar que Putin tem limites territoriais. A intervenção da Rússia na Síria mostra precisamente o contrário.

A administração americana já reconheceu o erro colossal estratégico que foi abandonar as bases militares na Europa, em prol da estratégia do Pacífico e Ásia. Hoje temos uma Aliança Atlântica enfraquecida e Moscovo, cuja relação com o Ocidente se tem vindo a deteriorar, avisa que o envio de forças da NATO para perto das suas fronteiras irá ser visto como um ato de agressão.

Muito recentemente, o primeiro-ministro russo, Dmitry Medvedev, declarou numa conferência de segurança, que decorreu na cidade alemã de Munique, que as relações entre o Ocidente e a Rússia deslizavam para uma "nova Guerra Fria". A realidade é que temos uma Europa enfraquecida, cada vez mais desunida em matéria de união e sem poder militar capaz de colocar em respeito as pretensões Russas. Temo pelo futuro da desta velha Europa obcecada somente com as políticas de austeridade, em prol do sistema financeiro global.

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publicado às 15:15

 

Grande embaraço para a diplomacia dos Estados Unidos, o site WikiLeaks, responsável pela divulgação de outros documentos secretos, divulgou cerca 250 mil telegramas enviados pelos representantes diplomáticos de todo o Mundo, para o departamento de Estado dos Estados Unidos.

 

Muitas personalidades e líderes mundiais foram espiados. Até Ban Ki-moon, secretário-geral das Nações Unidas, não escapou, apesar de esta organização ser um território neutral onde a espionagem está proibida. Seguiram-se, Sarkosy, Angela Merkel, Putin, David Cameron, Berlusconni, entre outros. Sarkosy é considerado um político birrento, David Cameron um peso leve, Angela Merkel pouco flexível, Putin e Berlusconi gostam de festas selvagens. Até aqui nada de surpreendente, tudo isto é do conhecimento público.

 

Outra revelação explosiva refere, que um alguns estados árabes sunitas, entre os quais, Arábia Saudita, Emirados árabes Unidos e Egipto, pressionaram os Estados Unidos para uma intervenção militar no Irão, o que pode fazer estalar o verniz na situação do Médio Oriente. Num desses documentos o Rei Abdullah exorta os EUA para atacar o Irão.

 

As reacções tem sido prudentes, cautelosas, da maioria dos representantes políticos dos países visados, mas uma coisa é certa, as fontes dos serviços secretos dos Estados Unidos perderão a confiança nos seus agentes. A secretária de Estado Hillary Clinton disse que este caso constitui um grave ataque contra os Estados Unidos e contra a comunidade internacional. Com certeza, que as relações de confiança entre as nações sai minada. Mas uma coisa é certa, se alguém ainda tinha dúvidas de quem controla o Mundo, economicamente, militarmente, socialmente e culturalmente, hoje ficou bem claro. O Mundo continua a ser unipolar, talvez um dia deixe de ser, mas esse dia está muito longe…pena que assim seja! Novo ataque está a ser preparado, agora contra a banca internacional.

 

Francisco Fonseca

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publicado às 19:09


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