Blog de crítica e opiniões sobre as políticas que afetam negativamente a humanidade. O Homem na atualidade necessita urgentemente de arrepiar caminho, em busca de um novo Mundo!

23
Fev 16

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Os EUA estão traumatizados como no tempo do lançamento pela União Soviética, do primeiro satélite artificial da Terra, em 1957. Mas, se naquele momento o que surpreendeu o Mundo ocidental foi o nível tecnológico do país rival, dessa vez a surpresa consiste na máquina de guerra, que a Rússia conseguiu lançar na Síria, mesmo em tempos de queda dos preços de petróleo.

Europeus e os norte-americanos imaginavam as tropas russas com milhares de soldados, com uniformes gastos e milhões de toneladas de ferro velho, mas a realidade patenteada na Síria tem a ver com o uso de tecnologia militar de ponta, armamento sofisticado e moderno e um exército manifestamente bem uniformizado e equipado.

Para quem está mais atento as dinâmicas geopolíticas regionais de segurança, não é novidade a enorme ambição da Rússia. Putin já não está interessado em dominar as antigas repúblicas da União Soviética, como a Ucrânia, mas sim em adotar uma postura militar mais dominante a nível global.

Putin e o seu poder militar têm numa nova estratégia de confronto geopolítico. É completamente errado pensar que Putin tem limites territoriais. A intervenção da Rússia na Síria mostra precisamente o contrário.

A administração americana já reconheceu o erro colossal estratégico que foi abandonar as bases militares na Europa, em prol da estratégia do Pacífico e Ásia. Hoje temos uma Aliança Atlântica enfraquecida e Moscovo, cuja relação com o Ocidente se tem vindo a deteriorar, avisa que o envio de forças da NATO para perto das suas fronteiras irá ser visto como um ato de agressão.

Muito recentemente, o primeiro-ministro russo, Dmitry Medvedev, declarou numa conferência de segurança, que decorreu na cidade alemã de Munique, que as relações entre o Ocidente e a Rússia deslizavam para uma "nova Guerra Fria". A realidade é que temos uma Europa enfraquecida, cada vez mais desunida em matéria de união e sem poder militar capaz de colocar em respeito as pretensões Russas. Temo pelo futuro da desta velha Europa obcecada somente com as políticas de austeridade, em prol do sistema financeiro global.

publicado por franciscofonseca às 15:15

18
Nov 10

Cimeira da NATO/OTAN 

Sala principal da Cimeira da NATO em Lisboa

 

Portugal nunca organizou um evento de tanta complexidade em termos de segurança. É sem dúvida um grande desafio para as forças e serviços de segurança.

 

Nestes próximos dois dias vão decorrer, a par da cimeira da NATO, a cimeira NATO/Rússia e Estados Unidos/União Europeia.

 

Do novo conceito estratégico, que vier a ser aprovado, muito vai depender o futuro desta organização atlântica. A situação do Afeganistão também vai passar por Lisboa, pois a passagem da responsabilidade, do controlo dos talibãs, para os afegãos vai ser concertado estrategicamente.

 

As ameaças e os riscos são reais, sendo necessário o levantamento de todas a vulnerabilidades, em termos de terrorismo, violência urbana e criminalidade altamente organizada.

 

Espero que nenhuma janela de oportunidade tenha ficado aberta, pois caso contrário o pior pode mesmo acontecer, faço votos para que tudo decorra dentro da normalidade.

 

Francisco Fonseca

publicado por franciscofonseca às 20:02
sinto-me:

14
Nov 10

 

Nos próximos dias 19 e 20 de Novembro, vai ter lugar em Lisboa a cimeira da NATO. Segundo o secretário-geral da organização, Rasmussen, vai-se definir o conceito estratégico para o futuro da NATO nos próximos anos.

 

A NATO foi criada para dar resposta a um inimigo chamado URSS, assim, quando o inimigo desaparece, a questão que se coloca é: qual vai ser o objectivo futuro?

 

A organização já começou a modificar as suas políticas, pois, para esta cimeira a Rússia está convidada para colaborar num sistema de defesa de antimísseis territorial.

 

O mundo actual mudou e continua em mudança acelerada, ou seja, as ameaças deixaram de ser proeminentemente militares e passaram a ser desterritorializadas e sem rosto.

 

A NATO é alvo de muitas críticas por toda a parte do mundo, sendo considerada um braço armado do Pentágono, considerando a guerra no Afeganistão, o apoio a Israel, o cerco de contenção feito à China, bem como o controlo do Mediterrâneo ao Paquistão, considerado vital para o abastecimento energético.

 

Podemos dividir a NATO em três vertentes, primeiro naquela em que os Estados Unidos querem ver nela um mecanismo de apoio europeu à sua política externa; segundo, a forma como a Europa de Leste vê na NATO uma protecção face à Rússia e terceiro, a Europa Ocidental fala de novas ameaças, mas de forma muito vaga, sem precisar e clarificar essas ameaças.

 

Na minha opinião, o futuro próximo da NATO passa por uma aproximação à Rússia, caso contrário, deixa de haver razão para a sua existência.

Francisco Fonseca

publicado por franciscofonseca às 18:01
sinto-me:

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