Blog de crítica e opiniões sobre as políticas que afetam negativamente a humanidade. O Homem na atualidade necessita urgentemente de arrepiar caminho, em busca de um novo Mundo!

06
Set 15

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Quando surgem as crises, as divisões ficam mais aparentes. Foi o que se viu nos últimos dias no seio da União Europeia relatimavente aos refugiados. Quando as economias velejavam por mares menos revoltos, os governos europeus incentivavam o consumo exacerbado pela população desses países por meio da concessão de crédito fácil. A mão de obra estrangeira era também muito bem-vinda, na maioria desses países.

As políticas no tempo de crise foram no sentido de tirar o doce da boca de todos, nacionais e estrangeiros. No caso da população nativa, o corte de orçamentos de programas sociais; no caso dos estrangeiros, com medidas restritivas para evitar que cheguem ou “estimular” que saiam.

Uma Europa com um sistema que exclui tanto os seus como os de fora nunca pode dar certo. A prova disso está no grito dos excluídos pelas ruas do velho mundo que, muito provavelmente, vamos continuar a acompanhar por muito tempo.

A crise dos refugiados já começou há muito tempo, onde a Europa tem muitas responsabilidades, mas só agora chegou ao centro da Europa. Enquanto afetava somente países como Itália, Espanha e Grécia, a União Europeia assobiou para o lado. Temo que a velha Europa esteja no fim dos tempos, tal como a conhecemos.

Sou da opinião que o continente europeu deve estender os braços de forma a aliviar esta crise humanitária. Mas devemos ter muito cuidado, pois estas rotas poderão também servir de portas à ameaça terrorista. Não tenho dúvidas que os grupos terroristas extremistas, a operar ao largo da costa mediterrânica, vão aproveitar estas rotas para introduzir operacionais no seio do continente europeu.

Como a Europa não tem uma política de segurança séria de partilha de informação, prevejo que alguns países sejam surpreendidos por ataques terroristas. Será esta discussão entre a ajuda humanitária e o terror que porá fim ao projeto europeu. A Europa mais uma vez não estudou o seu passado e assim sendo, não consegue definir o seu futuro. “Estuda o passado se queres definir o futuro” (Confúcio, 500 a.C.).

publicado por franciscofonseca às 21:12

05
Jun 09

O homem continua a trilhar caminhos, pelos quais jamais chegará ao desenvolvimento integrado, ou seja, ao desenvolvimento humano e tecnológico.

Se não vejamos alguns números arrepiantes. Segundo a UNICEF em 2006, morreram 9,2 milhões de crianças, sendo as principais causas de morte os problemas neonatais, a pneumonia, as doenças diarreicas, a malária, o sarampo, o HIV.

A mesma fonte refere que existem 133 milhões de crianças órfãs em todo o mundo, 15 milhões das quais por causa do vírus da SIDA.

Neste mesmo ano o número de crianças com peso abaixo do normal excedeu os 140 milhões em todo o mundo.

Outro vector essencial é a educação, que é um direito humano básico, fundamental para o desenvolvimento e bem-estar dos indivíduos e das sociedades como um todo. A maior parte da população que abandona a escola encontra-se na África Subsariana, onde cerca de 45,5 milhões de crianças de idade escolar primária não a frequentam. É seguida pelo Sul da Ásia (35 milhões), Médio Oriente e Norte da África (6,7 milhões), Ásia Oriental e Pacífico (4,7 milhões) e pela América Latina e Caraíbas (4,2 milhões).

Proteger as crianças contra a violência, a exploração e abusos diversos, constituem factores essenciais para protecção do seu direito à sobrevivência, crescimento e desenvolvimento. Estima-se que 300 milhões de crianças no mundo inteiro estão sujeitas à violência, exploração e abusos de várias espécies.

Destes 158 milhões de crianças, são obrigadas a trabalhar.

Cerca de dois milhões de crianças, no ano 2007, foram exploradas no negócio multimilionário da indústria sexual, especificamente em prostituição e pornografia.

Estimativas da União Europeia indicam que, no último decénio, os conflitos armados custaram a vida a mais de 2 milhões de crianças, mutilaram 6 milhões, tornaram órfãs 1 milhão e originaram cerca de 20 milhões de crianças deslocadas ou refugiadas.

Perante estes números, como pode o homem, os senhores do desenvolvimento e da prosperidade, acalentar a viver num mundo melhor!

 

Francisco Fonseca

 

publicado por franciscofonseca às 13:37
sinto-me:
música: Resistência

29
Mar 09

Amanhã regresso ao coração morto de África, terra de pó quente, onde quase tudo é imprevisível, e o presidente Idriss Deby, acaba de romper as relações diplomáticas com o vizinho Sudão, acusando o governo de Cartum de tentar derrubá-lo.

Acusou, mais uma vez, o Sudão de apoiar milícias que actuam no Chade e de uma acção rebelde surpresa na capital na quinta-feira.

Espero que o sol tórrido não afecte de forma irreversível, o processo de estabilização do Chade.

 

Francisco Fonseca

 

publicado por franciscofonseca às 20:32

04
Mar 09

Estas mulheres deslocadas em Loubotigue, onde estive recentemente, poderão ser as primeiras a festejar, mas também as primeiras a sentir a violência.

 

Crianças de Gozbeida,  que desde muito cedo experimentam experiências traumatizantes para toda a sua existência.

 

O mandado de detenção emitido pelo (TPI) contra o Presidente Sudanês, Omar al-Bashir, tem a assinatura da juíza Brasileira Steiner, que foi advogada, procuradora da República em São Paulo e desembargadora do Tribunal Regional Federal da 3ª Região.

 

Omar al-Bashir que é suspeito dos crimes de assassínio, extermínio, violação, tortura e fazer deslocados à força, teve grandes manifestações de apoio nas ruas de Cartum.

 

Do outro lado, em Farchana, Gozbeida, Iriba, Gereda, Bahai,  no leste do Chad, houve manifestações e gritos de alegria dos refugiados de Darfur.

 

Abre-se um precedente, pois o Presidente Sudanês é o primeiro a ser alvo do TPI, as autoridades sudanesas responderam de uma forma violenta.

 

Por outro lado, EUA, Reino Unido e França  apoiam a decisão do TPI, Rússia e China estão em desacordo, isto poderá criar novos embaraços diplomáticos.

 

Na minha opinião, esta decisão pode incrementar a instabilidade na região do Darfur, com consequencias gravosas para os refugiados e deslocados, porque muitas das ONG’s podem ver-se obrigadas a sair, piorando as condições dos estimados 250 mil refugiados que estão no leste do Chad.

 

Ban Ki-moon disse que as Nações Unidas vão continuar a conduzir as suas missões vitais de manutenção de paz, ajuda humanitária, e defesa dos direitos humanos.

Esperamos que assim seja, principalmente para todos os que mais sofrem com toda esta situação.

 

Francisco Fonseca

 

publicado por franciscofonseca às 18:02

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