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O medo é sem dúvida, o mais perturbador sentimento humano, pois inibe a ação. Nesta época em que nada é garantido, constantemente bombardeados pelas incertezas, que somos asfixiados por um Portugal abatido e sem esperança, e por uma Europa feita de encruzilhadas e equívocos, resta-nos encontrar algo, em nós mesmos, que nos faça reagir e vislumbrar as oportunidades, neste tempo de grandes dificuldades.

Muitos portugueses estão a perder o medo e a correr o risco de emigrar em massa para o Brasil, os números podem chegar aos 100 mil só em 2011. O Brasil é um gigante da América do Sul, com uma economia emergente, que necessita de muita mão-de-obra qualificada, nomeadamente engenheiros, arquitetos, informáticos.

Aqui no Brasil sente-se a economia a fervilhar, existe quase pleno emprego, as pessoas estão embebecidas numa forte cultura coletiva de esperança, a melhoria das condições de vida é notória e se a infraestrutura em falta for instalada rapidamente, o desenvolvimento nos próximos anos poderá ser exponencial.

Durante a última década, o progresso brasileiro tem inspirado o mundo. Milhões de pessoas foram retiradas da pobreza, o medo dá lugar à esperança. Acredito que a esperança não é apenas um valor sustentável, mas também a mais grandiosa estratégia que a humanidade já conheceu. É inspirador olhar o mundo como uma fonte de significado. Sem esperança não pode haver inovação ou prosperidade duráveis.

Devido à esperança endêmica, ao crescimento económico e à quantidade de empresas que florescem, o Brasil tem muito a ensinar às outras nações sobre como alcançar vantagem competitiva com sustentabilidade. Se as pessoas e as organizações forem influenciadas pelo império norte-americano, a mudar a sua forma de pensar, de como fazer as coisas, o Brasil corre o risco de vivenciar um ciclo de crises e nervosismo. Espero que as autoridades brasileiras não se deixem embriagar pelo sucesso e estejam atentas aos sinais e mantenham o país no trilho do desenvolvimento.

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publicado às 22:20

O nosso planeta vive numa era de risco existencial

por franciscofonseca, em 08.04.11

Os relógios em todo o mundo contabilizam o tempo da mesma forma. Acontece, que vivemos numa era, onde o tempo está em aceleração exponencial. Os pressupostos e fundamentos sociais, económicos e políticos da humanidade mudam dramaticamente, normalmente de 50 em 50 anos. A incerteza radical vivenciada actualmente, nada tem a ver com a vivida nos anos 80 do século XX, pois as razões, as dimensões, a complexidade e a simetria do risco são completamente diferentes.

Hoje, o planeta é palco de revoluções sociais inesperadas, repressões contra-revolucionárias, desastres naturais assustadores, fugas nucleares, caos financeiro, escassez de bens essenciais, ataques terroristas em larga escala, disrupções organizadas pelos media sociais, derrames de petróleo, países que emergem, países que caem, tudo num curto espaço de tempo, que conduz à incerteza radical.

Todas as crises latentes são resultado, da impreparação dos líderes mundiais para lidarem, com este novo e complexo estado e incerteza. É urgente que os líderes reformulem as suas percepções relativamente aos problemas e oportunidades, que redefinam as suas organizações estatais e privadas e, acima de tudo, que repensem a forma como pensam. As velhas estruturas de pensamento, baseadas em processos e modelos racionais terão de ser rapidamente substituídas, por uma nova inteligência criativa, baseada na inovação, gestão e configuração de novas respostas viradas para o futuro.

Os acontecimentos, as ameaças e as oportunidades estão a chegar-nos com maior velocidade, interdependência e com menor previsibilidade. Os instrumentos que serviam aos estados, aos gestores para fazer previsões quanto ao futuro, estão obsoletos, deixaram de funcionar. É devido a este factor, que as previsões económicas, sociais e políticas são normalmente erróneas, pois os analistas utilizam estilos de pensamento e utensílios totalmente desajustados da realidade.

O futuro do mundo dependerá da gestão dos riscos complexos e das oportunidades, que estamos a enfrentar de forma crescente. Esta gestão terá de ser baseada na agilidade mental e na flexibilidade organizacional. As organizações governamentais e empresariais terão de possuir os seus centros estratégicos, onde o estilo de pensamento terá de ser vocacionado, para a previsão de cenários com designs multivariados e interdependentes. Esta poderá ser a chave, a ser utilizada pelos líderes, que tem de aprender a lidar, com um mundo cada vez mais caracterizado pela incerteza radical.

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publicado às 12:12


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