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Défice de confiança

por franciscofonseca, em 12.07.09

Muito se fala e escreve sobre as relações entre superiores hierárquicos e subordinados, mas existência de confiança entre os membros de uma organização é o pilar fundamental para o seu êxito.

Uma atmosfera de confiança fomenta a cooperação e a participação, e consequentemente, a satisfação dos colaboradores é potencialmente maior, bem como é maior o compromisso com a organização e o rendimento individual e colectivo.

 

Existem comportamentos determinantes que podem gerar confiança por parte dos superiores hierárquicos. Considero que entre muitos, os principais passam pela, consistência no comportamento, ou seja, comportamento coerente ao longo do tempo, e em circunstâncias diferentes.

 

A integridade é outro factor fundamental, principalmente nas praticas, valores, palavras e acções do superior hierárquico.

 

A comunicação para com os subordinados é extremamente importante, pois a compartilha da informação, o ser oportuna e suficientemente detalhada e que explique as decisões tomadas, constitui um dos factores principais para a confiança.

 

Delegação é um factor fundamental para gerar confiança, quando não se delega é porque não existe confiança nos subordinados.

 

A consideração, quer dizer maior respeito pelos subordinados. Esta consideração revela-se no dia-a-dia, pela demonstração de sensibilidade pelas necessidades dos colaboradores, ou seja, o bem-estar do colaborador.

A confiança não se ganha com astúcia, pelo que se carrega nos ombros, mas com exemplaridade.

 

Francisco Fonseca

 

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publicado às 23:01

Engolir sapos é uma arte

por franciscofonseca, em 20.03.09

 

 

Depois das energias restabelecidas, do contacto com as origens, que serve sempre para refrescar a mente, quero escrever algumas linhas em jeito de desabafo.

Ao longo das nossas vidas temos que engolir alguns sapos. Quem já não passou por essa experiência desagradável e por vezes constrangedora, principalmente a nível psicológico.

Pode ser um sapinho bem pequenino, um sapo de tamanho médio, ou até um daqueles enormes sapo-boi, daqueles que cantam a noite toda, belas melodias para os nossos ouvidos.

Mas há situações em que é inevitável engolir um sapo. Eu mesmo já engoli alguns sapos e disso não me envergonho.

Muitos dos sintomas neuróticos que afligem as pessoas resultam de sapos engolidos e não digeridos.

Viver em sociedade implica engolir sapos. Os superiores hierárquicos, parentes em casa, um inimigo, infinitas são as situações onde nos vemos obrigados a engolir um sapo.

Aquele sapo que foi engolido permanece vivo e perturba muitas vezes o bem-estar.

Ficamos quase sempre remoendo o sapo tentando digeri-lo sem sucesso.

Morremos um pouco a cada dia com os sapos presos em nós.

Mas na minha opinião, a chave para o Bem-estar, a satisfação, os grandes êxitos e eficácia pessoal passa pelo desenvolvimento do hábito de engolir sapos.

 

Francisco Fonseca

 

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publicado às 17:24


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